segunda-feira

25 maio 2026 Vol 19

Marmitas e trabalhadores: o almoço como fronteira social

O que a marmita revela sobre a relação entre comida e trabalho? Que códigos sociais regulam o espaço e o tempo do almoço nas cidades? Há vergonha, orgulho ou neutralidade em trazer marmita? Por que comer sozinho no canto com uma marmita é diferente de almoçar em grupo num self-service? Como a marmita reforça ou desmonta distinções sociais?

Estou fazendo um estudo numa empresa, observando 35 trabalhadores que trabalham em turnos através de observação e entrevistas informais. Pretendo fazer um raio x e tentar ensaiar minhas impressões sobre os comportamentos dos diferentes tipos de comportamento dos trabalhadores e suas marmitas, como a preparam, o tempo que tem na pratica para almoçar, a socialização, “as vergonhas”, as adaptações, a distinção social por comportamentos alimentares, conforme a hierarquia na empresa.

Luís Fernandes

Nascido em Angola, Português, e vivendo no Brasil desde 1975. Brasileiro por adoção. Graduando em Antropologia, escreve neste blog, Arqueologia do Presente, artigos e ensaios, sobre temas urbanos e atuais do dia a dia das metrópoles, sobre etnias, religião, geopolítica e movimentos migratórios.

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